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Aluno do campus Cachoeiro participa da etapa final da Olimpíada Brasileira de Robótica

Publicado: Segunda, 20 de Novembro de 2017, 13h46 | Última atualização em Segunda, 20 de Novembro de 2017, 13h46

Giovanni Dalvi representou o ES e teve a oportunidade de participar dos cursos oferecidos pela OBR

O estudante Giovanni Dalvi, do Campus Cachoeiro de Itapemirim, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), participou da etapa nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica – OBR, realizada entre os dias 7 e 11 de novembro em Curitiba, após ser classificado na etapa local no ES.

A Olimpíada Brasileira de Robótica é um evento anual organizado por professores e pesquisadores voluntários de diversas universidades do país e tem como objetivo estimular as habilidades técnicas de crianças e jovens (a partir de 6 anos até o final do ensino médio). É dividida em duas modalidades, cada uma com duas etapas, uma local e outra nacional. Na etapa local da Modalidade Teórica, os estudantes são submetidos a provas envolvendo conhecimentos de robótica. O melhor classificado em cada estado é selecionado para participar da etapa nacional, com a realização de um curso prático de robótica. Giovanni Dalvi foi o único representante do Espirito Santo apto a participar dos cursos oferecidos pela OBR. Já na Modalidade Prática, a primeira etapa é realizada em cada estado do país. Os alunos constroem robôs para competirem numa arena simulando o resgaste de vítimas. As melhores equipes de cada estado competem entre si na etapa nacional.

Sobre o impacto do evento, Giovanni comenta “minha participação no evento foi de grande relevância porque há um aprendizado através de uma nova plataforma de programação desenvolvida para esse curso que visa facilitar a atitude de programar, o que contribui para angariar conhecimentos para os estudantes que sem a participação nesse curso talvez não pudessem ser alcançados.”.

A OBR ocorre anualmente desde 2006. Atualmente é considerado o maior evento de robótica da América Latina e classifica equipes para a RoboCup, maior evento de robótica do mundo. No ano de 2016 contou com mais de 120 mil participantes diretos de todos os Estados Brasileiros com mais de 3000 equipes competindo na modalidade prática no país.

Sobre a importância do evento para os estudantes, o professor Júlio Cesar Madureira destaca: “A participação dos nossos alunos numa olimpíada científica como a OBR é uma oportunidade de propiciar a eles contato com conceitos tecnológicos atuais e amplamente utilizados nas melhores universidades do país. Tem-se também o interesse de ampliar a visão dos alunos a respeito da área técnica, despertando a curiosidade deles e os instigando a conhecer sobre a robótica, uma área em franca expansão no país e necessária para seu desenvolvimento.

A participação do Giovanni na etapa nacional é a confirmação de que a qualidade do ensino no campus Cachoeiro de Itapemirim está em consonância com os requisitos necessários para uma educação técnica de alta qualidade. Além disso, o contato com outros estudantes do país, com diferentes realidades, amplia os horizontes do aluno.”

O professor Júlio Cesar Madureira comenta a importância desse tipo de evento para o desenvolvimento do país: Em primeiro lugar, a robótica e a automação são áreas estratégicas para o país no caminho para o seu desenvolvimento. A robótica tende a se tornar uma das dez maiores áreas de pesquisa na próxima década. Apesar de ser uma área em franca expansão no mundo, o Brasil tem se situado de forma marginal nessa área, arriscando-se a perder um imenso potencial para a geração de empregos, técnicas, tecnologias e produtos devido, principalmente, à falta de incentivo para a formação de recursos humanos na área. Além de praticamente não produzir robôs em território nacional, o Brasil também não possui uma cultura que estimule uma maior utilização de tecnologias robóticas no parque tecnológico ou mesmo nas residências. Divulgar a robótica, suas aplicações, possibilidades, produtos e tendências é uma forma de, também, estimular a formação de uma cultura associada ao tema tecnológico, proporcionando a formação de um cidadão que se relacione melhor com a tecnologia e também a formação de um mercado consumidor consciente, e portanto, exigente para produtos tecnológicos, no país, nos próximos anos.

Sob o ponto de vista do ferramental tecnológico para educação, a robótica é uma tecnologia emergente que tem se tornado elemento praticamente obrigatório nas escolas modernas devido à sua possibilidade de atuação em diversas dimensões. A temática associada aos robôs – representantes inatos das novas tecnologias no imaginário do jovem da atualidade – tem mostrado grande aceitação pelos mesmos. Mais do que isso, essa temática tem propiciado o surgimento de um novo leque de atividades práticas construtivas: kits robóticos têm sido frequentemente utilizados em escolas de primeiro grau à universidades, com excelentes resultados em todos os níveis em termos de mudança de paradigma para o aprendizado baseado na experimentação, trabalho em grupo e motivação do corpo discente. Interessantes experiências têm demonstrado que a robótica pode atuar como inclusora, não apenas digitalmente ou tecnologicamente, mas socialmente, levando alunos a se integrarem de maneira efetiva à sua comunidade escolar e à sociedade. Mais do que isso, a robótica tem sido utilizada como ferramenta para o ensino de conteúdos transversais, tais como ciências, física, matemática, geografia, história e até mesmo português.

(Fonte: http://www.obr.org.br/o-que-e-a-obr/)

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